Um dia de voluntariado Reiki

Hoje trago a minha primeira história linda para partilhar. Falo da minha 1ª experiência “a sério” e do quão maravilhoso foi para mim esta oportunidade que me deram naquele dia as tratadoras.
Então aqui vai:

Depois de termos retirado todos os cães das box’s para virem passear cá fora e não havendo necessidade da minha presença, pois já tínhamos os patudos todos entregues aos voluntários, sabia que havia alguns patudos na sala de recobro em recuperação e que estariam a precisar de Reiki. Fui então falar com uma das tratadoras e pedi autorização para entrar na sala e expliquei o que ia fazer. Foi com um sorriso aberto que ela me disse que sim e que já lá ia ter comigo. Entrei então na sala e ela tinha-me avisado que havia dois pequeninos à solta na sala (fora das gaiolas de recuperação). Ao entrar os pequenitos vieram logo ter comigo sendo que o Axe mal me direcionei a ele para lhe fazer uma festinha rosnou-me. Respeitei e direcionei a atenção aos restantes.

Estavam lá 3 gatas, uma cadelinha pequenina, a Piriquita (que também estava à solta), e que de acordo com as tratadoras já tinha uns aninhos e que tinha sido mordida por um cão maior e foi necessário fechar as feridas com pontos, aproveitaram e castraram também.

Depois tínhamos 2 cães bebés que foram encontrados na rua e outra cadelinha, a Orquídea, que tinha a bacia partida e estava em repouso absoluto. A minha primeira intenção foi a Piriquita pois tinha as feridas visíveis no lombo, mas a pequenina sempre que me direcionava a ela fugia com medo.
Então olhei para a Orquídea na sua gaiola muito deitadinha na alcofa e resolvi aplicar Reiki à Orquídea sabendo que todos os que estavam naquela sala também iriam receber Reiki. Comecei a transmissão de energia e estive direcionada para a Orquídea.

Passado uma meia hora a pequena Piriquita vem tocar-me na perna como que a chamar a minha atenção. Direcionei as minhas mãos para ela e ela voltou a fugir. Regressei à Orquídea e lá continuei. Quando dei por mim a Piriquita tinha ido para dentro da gaiola e deitado na sua alcofa (coisa que soube mais tarde pelas tratadoras que ela não fazia sozinha).
Emocionei-me… Aproveitei que ela estava na alcofa e sentei-me numas mantas que estavam no chão e direcionei as mãos para a Piriquita.
Passado um tempo de eu estar a transmitir Reiki para a Piriquita o Axe, que até ali tinha estado sempre colado à porta a ver as sombras do lado de fora à espera que alguém entrasse, veio em direção a mim, colocou-se à minha frente e literalmente deixou-se cair de costas de patas para cima e vi uma cicatriz ainda com pontos de uma hérnia que lhe tinham retirado (até ali não sabia o motivo de ele estar no recobro). Ele encostou a cabeça nas minhas pernas e ficou a olhar para mim como que a pedir para lhe fazer Reiki na barriguinha dele… e ali ficou.

Chorei de emoção e alegria. Apliquei Reiki no local onde ele
tinha os pontos e ele sempre a olhar para mim com aqueles olhinhos de gratidão. Ali ficamos um bom pedaço. As tratadoras entraram algum tempo depois e ele continuou deitado à minha beira a receber Reiki. As tratadoras também se sentaram no chão, uma pegou na Orquídea, que com a presença delas começou a ganir por atenção, e a outra recebeu a Piriquita que também quis mimo. E ali ficamos mais um bocadinho.
Entretanto chegou a hora de ir embora e cada um dos pequenos regressou à sua gaiola e eu lá fui de coração cheio e sensação de missão cumprida juntar-me aos meus colegas do voluntariado que tinham estado a passear os cães das box’s.

Se alguma dúvida eu tinha sobre a minha capacidade de transmitir Reiki a estes pequenos, o Axe que me “rejeitou” quando entrei na sala, fez o favor de me mostrar que eu era capaz e que ele precisava de mim e do Reiki que eu lhe podia transmitir.

Sou grata ao Universo por esta oportunidade e sou grata por poder partilhar esta História Linda.

Helena Sofia
Voluntária que colabora com a SPAG (Sociedade Protetora dos Animais de Guimarães)