Reiki na Ilha de São Jorge

A minha Ilha São Jorge – Açores, tem estado a atravessar uma crise sismo/vulcânica.  As pessoas começaram a abandonar a Ilha e a levar os seus animais consigo. Outras na impossibilidade de se ausentar da Ilha, afim de manter o seu posto de trabalho, enviaram os animais para outra ilha, para assim salvaguardar a vida dos seus patudos! Parte integrante da sua família.

Houve ajudas muitas, entre doar e emprestar caixas transportadoras.

Eu, fiz o que podia ao meu alcance. No meu local de trabalho, que é o cenário em que se vivia na primeira pessoa o abandono da Ilha, mas não dos animais!

Não podendo ter tempo para ficar a mandar Reiki num só local, pois tinha que me deslocar, dentro do Terminal Marítimo e nas rondas, eis que surge o “Reiki Móvel”… sempre que tinha um tempinho, eu mandava discretamente Reiki para os animais. Isto na minha sala, no parque de estacionamento, na marina, ou mesmo e o melhor local, cais comercial/molhe cais… onde apenas ouvia os cagarros e ao som da sua melodia… tão típica!

Sentia MUITO amor…. e, lá ia eu, mais uma volta.

Quando queremos muito algo, conseguimos, (re)inventamos. Tal como às vezes temos que nos ajustar a algumas coisas na vida, também podemos ajustar a maneira de enviar Reiki.

“Antes pouco Reiki do que nenhum”.

Depois comecei a perceber que estava a resultar. Como percebi? Simples… uma língua estendida, um afago, e até um miau prolongado de chamada de atenção: Estou aqui! Então e a minha ração!?

É simplesmente maravilhoso o que se sente, e as repercussões que advém disso. Do “Reiki Móvel”, porque descobri que o Reiki não se limita a uma marquesa, a um tempo marcado. Há que nos adaptar ao local e hora e, ao que temos à disposição… o que se passa muito nos abrigos de animais. Os voluntários lá fazem “Reiki acrobático”!

Sei que esta experiência me enriqueceu!
O só por hoje confio, tem o mesmo sentido para mim, só que lhe acrescento só por hoje consigo fazer Reiki… Mesmo que Móvel!

Gostaria que aqueles animais e os restantes da Ilha, pois não só fiz envio para aqueles que assustados, ficassem mais calmos. Os que estavam ali, lhes esperava uma viagem pelo mar, mas não um mar calmo! Pelo contrário o mar estava bravo! Assustador para aqueles animais que nunca nem perto de um barco estiveram. Contudo na hora do embarque estavam calmos, serenos! E eu sempre com o “Reiki Móvel “… Fecha portões, abre portões! Deslocação às chegadas (Reiki), deslocação às partidas (Reiki), os animais estavam serenos. Aqueles marinheiros foram homens do mar, salvadores para estas gentes da Ilha.
Também lhes enviei Reiki, pois embora acostumados, com o mar, aquela era uma situação completamente diferente! E enviei Reiki a cada viagem… Imaginava o barco envolvido numa bolha cor-de-rosa, de LUZ! Para que aqueles animais se sentissem seguros e calmos, quiçá, até acalmaram os tutores.

As lagartixas costumam aparecer à porta da minha sala. Curioso que poucas se vê nas restantes instalações. Mas, aparecem ali…. e, pensei, porque não lhes fazer Reiki, mas presencial. De cócoras, lhes fiz Reiki. Foram bastante recetivas. Deixando-se estar quietas. Foram umas sortudas digo eu! Ou ao contrário! Pois, emanam uma sensação de multiplicação!

É tão gratificante Reiki em animais!

Rosa Ramos Aguiar

Beneficiários do “Reiki Móvel”
Beneficiários do “Reiki Móvel”